Eu estava em um ambiente de trabalho, um escritório. Alguns rostos familiares me cercavam. A situação começou a se desenrolar quando uma entrega de produtos havia chegado destinada a uma amiga que, no sonho, era minha colega de trabalho. Essa amiga eu conheço de longa data: fui professor de inglês da filha dela e, hoje, nossos escritórios são literalmente separados por um corredor. Quando ela chegou, perguntou sobre os produtos. Não sei bem explicar o motivo, mas o fato é que o valor na nota fiscal estava muito acima do que realmente era, o valor correto era R$ 110,00. Resolvi pregar uma peça nessa amiga. Disse que a nota estava sobre sua mesa. Quando ela a viu, ficou muito assustada com o valor e começou a questioná-lo. Os demais colegas sabiam que se tratava de uma brincadeira. No entanto, o marido dela chegou ao escritório e ela tratou de comunicá-lo imediatamente. Não sei explicar o porquê, mas de alguma forma eu era responsável por aquele acréscimo na nota, como se eu houvesse feito a compra e minha amiga fosse responsável pelo escritório de forma geral, cabendo a ela, portanto, arcar com aquele valor. O marido, alguém que vejo pouco na vida real mas por quem tenho muito apreço e consideração, também me questionou sobre o valor. Comecei a dar respostas evasivas e rasas. A cada resposta minha, a expressão do seu rosto mudava, e junto com ela, a sua paciência. Ele começou a se dirigir a mim em um tom semi-agressivo. Passou a procurar a nota fiscal, até então havia sido apenas informado sobre o valor, e quando a encontrou, virou um copo de cerveja de uma vez só. Era uma pint, e parecia que ele estava retornando de alguma festa. Com a nota nas mãos, começou a lê-la item por item, visivelmente nervoso. Em seguida, começou a ligar e a gravar mensagens de voz, como se estivesse falando com o suporte do estabelecimento onde as compras haviam sido feitas. Foi naquele momento que eu compreendi que a brincadeira já havia ido longe demais. Perguntei: -Para quem você está mandando mensagens? Ele respondeu algo, ainda muito nervoso, dizendo que estava resolvendo aquela situação. Foi então que eu, em bom tom e com a voz bem alta, anunciei: -Então pode parar, porque tudo não passa de uma pegadinha. O escritório inteiro irrompeu em aplausos, como em um programa de televisão. Minha amiga começou a chorar, de emoção, assim como algumas outras pessoas ao redor. A brincadeira havia sido muito bem orquestrada. Dirigi-me até o marido, que ainda estava sentado. Ele me cumprimentou com um aperto de mão, levantou-se e me deu um abraço. Ele era consideravelmente mais alto do que eu o conhecia na vida real. Mentalmente, enquanto todos no escritório saboreavam aquele momento de descontração, eu me questionava sobre a estatura daquele amigo. No escritório também estava presente um ex-vizinho meu, alguém bastante alto, mas o marido era ainda mais alto do que ele. No fim, tudo ficou bem.
Eu sonhei que o meu filho estava em Londres e era um dia muito frio e estava nevando. Eu via o Big Bang lá no fundo e o meu filho estava vestindo uma jaqueta sobretudo e o dia estava bem nebuloso.
Eu era membro de uma missão espacial de proporções épicas, daquelas que a humanidade tem uma chance de mostrar ao mundo o seu potencial. Corta para uma visão de expectador: Como se em um filme, eu observo a equipe. Em um momento operacional, enquanto a tripulação mudava de um módulo a outro, ouve um problema técnico o que ocasionou na explosão da nave. Todos, sem a menor chance, morreram. De volta ao centro de operações em terra, membros da equipe (eu como expectador), observava técnicos chamando a nave pelo rádio, sem resposta. A medida que não havia retorno, a esperança começava a desaparecer e a angústia aumentava na equipe, até que, os dados não mentem. Uma tela exibia componentes da nave se distanciando, claramente sendo destroçada. Dados chegavam pela telemetria ainda em atividade. A tristeza tomava conta de todos, sentimento de frustração e perda inimaginável. Tempo depois, não sei precisar, ofereceram um banquete em homenagem a tripulação. Eu me preparava para o evento, estava tomando banho em um lugar que não era meu. Por algum motivo eu acredito que era no Rio de Janeiro, apesar de não ter vínculo algum com a cidade. Eu tomava banho e ao mesmo tempo tinha uma certa visão através de uma janela. Agora não sei precisar se olhando através da janela eu comparei a vista com o Rio de Janeiro não pela beleza natural, mas pelo caos urbano, um amontoado desorganizado de casas e edifícios. Seu dizer que eu estava em um lugar alto.
Sonhei que estava dormindo, e dentro desse sono eu sonhava, até que, naquele sonho mais fundo, acordei. Não sei ao certo se ainda estou dentro do meu próprio sonho. Seria a Matrix ou Inception? Qual é o segredo dos sonhos?